sexta-feira, 10 de maio de 2013

Origem da Cidade de Água Comprida


Origem da Cidade de Água Comprida

Origem do nome de Água Comprida segundo alguns pesquisadores foi a chamada desta forma devido um espaço e demora de grandeza  arrazoada que chamam de maré, apartada da terra firma de meia légua, com uma légua talvez de Água  Comprida a qual anteriormente tinha como seu Centro de Cotegipe, o qual tem sua  essência assentada no braço do mar, denominada no século XVII por rio, cuja foi  adentrada e batizada por alguns holandeses  em 1927, cujos registro históricos  mostram que nos idos de 1599,  já eram constante  a presença  dosa povos holandeses nas terras da Bahia, principalmente na área de maior desenvolvimento econômico, os quais cercavam São Miguel e Cotegipe, devido terem grande interesse nos engenhos; pois foi em Cotegipe que deu  início ao ciclo de cana-de-açúcar, lá existia grande concentração de engenhos, época do Brasil colonial.

Os primeiros prefeitos de Simões Filho










Formação do povo Simõesfilhense

Desde o século XVI, o colonizador português conviveu no Brasil como nativo da terra da qual se apossaram e com povos África trazidos para trabalharem como escravos em nosso país e a cidade de Simões Filho também não deixou de ser uma cidade em que o colonizador viesse e não deixasse as sua contribuições para a formação do povo simõesfilhense.
A comunidade Simõesfilhense surgiu a partir da reunião de três povos, o índio, o português e o africano. Estes  povos possuía línguas, religiões, e comportamentos diferentes. Com a mistura dos hábitos e costumes, deu-se a origem da formação de diversos padrões culturais.
O Brasil antes era uma terra distinta e selvagem, onde só habitava os povos indígenas. Com a colonização do povo europeu, e com a vinda dos negros formou-se hoje a nação brasileira miscigenada, com novos valores culturais, morais, religiosos, étnicos. Esta mistura deu origem ao que nós podemos chamar de pardo, moreno, mameluco e caboclo.
No entanto, esses novos valores culturais, morais, religiosos, éticos e étnicos se difundiram de forma  preconceituosa pelos europeus, que só reconheciam como estilos de vida próprios. A valorização da formação  do povo de Simões Filho acontece  de forma  miscigenada  do povo brasileiro pelos povos  europeus , indígenas, e principalmente negros.
Nesta fusão cultural podemos perceber na vida social, política, econômica, religiosa e cultural de cada brasileiro, como afirma os autores SANTOS (1975), na situação abaixo.
‘‘O Brasil é um país afro-luso-americano. Americano devido a sua  situação e a sua população indígena; lusitano, pó ter sido colonizado pelos portugueses; e africano não somente   pelo fato da nação brasileira ser formada pelo trabalho  dos negros escravos, mas  como também devido eles constituírem historicamente a formação da população mais densa nas grandes pequenas cidades, nas plantações  e nos setores de extração mineral, elemento base a partir do qual se multiplicou toda população brasileira,  profundamente marcada pelos hábitos, costumes, religião e tradições...’’ (Segundo, SANTOS, 1975, p.26)

No plano cultural, destacam-se notáveis contribuições dos negros no campo da religiosidade, na arte visual, na dança, na música, na arquitetura etc.
No plano de língua, os africanos introduziram um vocabulário desconhecido no português original  e que faz hoje parte de falar brasileiro. Muitas palavras das línguas africanas são cotidianamente utilizadas pelos brasileiros, sem consciência de que são palavras africanas aportuguesadas. Por exemplo: acarajé, afoxé,  agogô, angu, axé, bagunça,  berimbau, caçamba,  caçula, cafuné, candomblé, canjica, caruru, jiló, moqueca, marimbondo, Oxalá, quitanda, quiabo, sacana, samba, senzala, tanga, vatapá, xereca, xoxota, zonzo, Zumbi.
Arte e identidade cultural de um agrupamento humano se confundem, É impossível conhecer o que é uma comunidade, o que sentem e pensam as pessoas que formaram q que nela habitam, sem conhecer a sua arte.
O  bairro  do Ponto Parada por ser um dos mais antigos da cidade de Simões Filho, deveria ter registros sobre a formação sócio e econômica  e cultural, mas infelizmente quase que não se tem registro a respeito e respeito do seu processo sócio, econômico e cultural, E sua história está ficando cada vez mais restrita  a geração de hoje, devido  ao crescimento de religiões protestantes e também pelo falecimento dos primeiros  moradores  que contribuíram na formação da cultura local e ao descaso dos órgãos competentes.
Ponto  de Parada servia como via de acesso principalmente para motoristas que vinham de Salvador, Candeias, Camaçari, São Sebastião, Alagoinhas, Dias D’Ávila, dentro outras, pois lá havia um posto de gasolina, onde os motoristas abasteciam os seus carros. Para ter acesso ao posto, o motorista teria que subir uma ladeira, porque era o lugar mais próximo para abastecer o carro. O bairro se destaca também por ser um local próximo de muitas indústrias como: a antiga SIBRA, que hoje é a RDM, a antiga Cavan, que fornecia postes, a Cerâmica Senhor do Bonfim, também por ser de fácil acesso à BR 324.
Por volta de 1960, inicia o processo de migração da classe operária que saiam de outras cidades para procurarem emprego nas indústrias mais próximas  do bairro e localidades vizinhas.
Muitos desses operários como tinham traquejo com a agricultura, invadiram as terras para morar e ao mesmo tempo para tirar seu sustento.
Mas no ano de 1965 o exercito se manifesta para fazer a retirada daquelas pessoas daquela localidade-bairro do Ponto de Parada. Todavia a união do povo conseguiu  convencer as Forças Armadas aos deixarem morando no local. A razão da intervenção do exercito foi por ser uma fazenda agro-pecuária, pertencente ao Governo do Estado.
Só não foi possível o exercito fazer o despejo daquelas pessoas porque muitas daquelas pessoas não tinham para onde ir. E se constituir a primeira reforma agrária do bairro.

A Cultura do Povo Simõesfilhense

A história de Simões Filho-BA e em especial Ponto Parada revela seu potencialmente, uma vez  que já fez parte de uma fazenda  do tempo colonial, cuja  mão de obra era escrava. Havia também a presença dos índios tupinambás, que segundo os moradores mais antigos, esses índios Tupinambás, que segundo os moradores mais antigos, esses índios faziam sepultamento do seu povo em um cemitério clandestino, onde hoje fica o Colégio Dr. Berlindo Mamede de Oliveira, porém não há um registro oficial constatando  a presença desses antigo cemitério indígena, que antes de ser a atual escola, já serviu de moradia. Como em alguns bairros da cidade de Candeias, há presença de alguns monumentos arquitetônicos do período  colonial, como  por exemplo: o museu  do Recôncavo  ‘Wanderley Pinho’ instalado pelo  Governo da Bahia no Engenho da Freguesia e reinaugurado em 1971, reúne a apresenta o que mais relevante  se pode recolher  da história  econômica, social, política e religiosa do recôncavo baiano que fica  a 35Km de Salvador: a igreja Nossa Senhora de Nazaré do período colonial em Passagem  dos Teixeira, que até hoje existe. Não se deu o mesmo em Simões Filho, pois no bairro do Ponto Parada  já teve engenhos de cana de açúcar, casa da farinha e currais dos fazendeiros, no entanto nada disso é oficial, a única coisa que se tem dessa época, é  a ruína da primeira Igreja de São Miguel de Cotegipe, que vem sendo destruída pela ação do tempo, e nenhuma providência está sendo tomada pelos órgãos competentes.
Durante todo o processo de formação, as pessoas foram interagindo uma com outra e assim, desenvolveram aos poucos os bairros.
Primeiro não tinha ruas organizadas, água encanada e nem energia, tampouco serviço de saneamento básico. As ruas eram puro mato, não tinha nem asfalto e nem calçamento, só por volta de 1980 foram calçadas.
No bairro do Ponto Parada as pessoas pegavam água para beber na Fonte do Pasto que era na rua do Corre Nu, hoje Rua Floriano Peixoto, ou então iam buscar água na bica próximo a BR 324, onde  chamavam de Pau-da-Cesta. As pessoas   acordavam de madrugada para carregar água numa lata na cabeça para encher tonéis, bacias e barris, usavam esta água para cozinhar, lavar pratos e tomar banho. As roupas eram lavadas na fonte, ali as mulheres cantavam, lavavam as roupas com folhas de juá, botavam para quarar até  ficarem bem alvas e cheirosas, depois enchiam suas  bacias de roupas lavadas e iam para casa estendê-las. Tinha uma senhora chamada D. Nô, que acordava todo  mundo cedo  para as pessoas encherem os seus tonéis cedo  para não tomar sol na cabeça.
As pessoas eram muito pobres, moravam em casas de taipas ou de tábuas, cozinhavam em fogão a lenha. O chão não tinha piso e nem tampouco era de cimento, havia umas pessoas  que moravam em casas de palhas, não haviam sanitários nas casas, o que tinha era o chamado cagador ou latrina. Em vez de muros, usava-se a cerca de madeira e arame farpado. Os quintais eram grandes e bem aproveitados, com arvores e plantações  de hortaliças, milho, aipim e feijão. Não tinha serviço de assistência médica, mercadinhos, farmácias, igrejas e outros.
Era um bairro que a convivência entre as pessoas eram muito boa, mas sem a disponibilidade de muitos recursos, as pessoas tentavam unir ao agradável. A maioria  dos pais de famílias que veio para este bairro, eram de outras cidades circunvizinhas: Catu, alagoinhas, Pojuca, São  Sebastião, etc.
Muitas vinham na esperança de trabalhar na ETERNIT, SIBRA, POLO PETROQUIMICO, CHESF e  CAVAN. E a partir daí, muitos deles deixaram a vida de agricultor, lavrador para ser operários. Hoje muitos que moravam em casa de palhas, tábuas e taipas conseguiram construir boas casas a se enquadrar na classe media alta, tendo uma melhor qualidade de vida.
Por ser um bairro centralizado, que facilita a intermediação  de acesso a outros bairros, favoreceu-se o desenvolvimento  sócio econômico  e cultural. Nele atualmente podemos  encontrar uma rede de mini-comércio, que vão do ensino infantil ao ensino médio, posto  de saúde, junta de alistamento militar, delegacia, companhia de policia, creche escola, associações de moradores, igrejas evangélicas e católicas,  casas de candomblé, agências de revelação fotográficas, oficina mecânica, lan-houses, cemitério, oficinas eletrônicas, salão de beleza, farmácia, ruas pavimentadas, serviços de saneamento básico, energia elétrica, água encanada, rede de esgoto sanitário, agencia bancaria, etc.
Quanto aos processos de evolução cultural  o que tínhamos antes eram festas religiosas como: as Lapinhas, Natal, Ano Novo, reza de Reis, Carreatas Carnaval, São Jose, primeiro de Abril, Semana Santa, Páscoa, Queima de Judas, e brincadeiras como: cabra cega, pau-de-sebo, quebra-pote, as festas juninas, festa da viúva.
Podemos dizer que a influencia dos africanos aqui no Ponto de Parada, teve grande contribuição para a formação da cultura dos povos que nele habilitam. Hoje é possível percebemos essas influências na comida, nas danças, nas festas populares, nas  produções de artes visuais e manuais, assim como  na forte presença do candomblé, capoeira, musicas, confecções de bebidas, modo de vida e de vestir-se, etc. Para tanto na arte os africanos deixaram sua marcas nas figas de madeira, nos objetos de ferro, nos instrumentos musicais como tambores, cuíca, o berimbau. Na musica e dança, eles introduziram os congados, coso, jongo, macule lê, maracatu, bumba-meu-boi, destacando-se o samba, um dos gêneros  musicais populares mais conhecidos que constitui uma das facetas da identidade cultural brasileira.
Outra forte marca que caracteriza o povo da cidade de Simões Filho  como afro-descendentes são os cabelos. Pois as pessoas possuem cabelos  crespos, encaracolados e que possibilita penteados exóticos como tranças e cortes com desenhos caracterizando alguma figura.
Ao observamos senhores, jovens e crianças detectamos o quanto são criativos  e inovadores nas produções artísticas  e culturais, mesmo sem muitos recursos. Eles conseguem monta uma banda de percussão com latas de tintas, de leite e de óleo e constroem brinquedos com material reciclável. Também organizam festas populares  com banda de pagode, de arrocha; desfile folclóricos, lavagens, samba de viola, samba de roda , capoeira, macule lê e outras, sem saber que estas são as verdadeiras marcas de nossas origens, as quais denotam a nossa verdadeira identidade cultural afro-descendente.
Umas das principais atividades de lazer eram as festas profanas, como as lavagens populares deu-se em razão da presença dos cultos africanos nas festas católicas baianas, principalmente nas de Sr. Do Bonfim, Conceição da Praia e Santa Barbara. Nessas festas, mães-de-santo e fiéis dos cultos candomblés, dançam e cantam no estilo africano, lavando as escadarias e adros das igrejas, com a participação do povo. Para tanto, o povo já distingue muito que é católico e o que é afro-brasileiro, nas festas religiosas e populares da Bahia.
A idéias de se fazer a lavagem do bairro do Ponto de Parada, em Simões Filho-Ba, deu-se a partir do momento e que muito dos nossos moradores, já conheciam e freqüentavam a lavagem da Igreja do Bonfim. Logo como grande parte dos moradores  por serem afro-descendentes sentiram necessidade de também colocar em pratica estas manifestações no bairro do Ponto de Parada. No entanto por volta de 1979 surge a primeira lavagem neste bairro, sob a organização  do grupo Afoxé Xetuá com a banda Help Samba que tinha como principais integrantes: Valdeck, Gildásio, finado Capina, Adilson, Ananias, Vadinho, Zezinho, Pistola, Milton e outros e tinha como figurinista Marli e coordenadora do evento Dona Nilza.
Os ensaios eram realizados num galpão construído no terreno cedido por Dona Nilza. O galpão era confeccionado  com bambu e palhas de coqueiros, onde todos os finais de semana o grupo fazia ensaio do repertorio com a participação da comunidade e adjacências.
Porém quando chegava o dia da micareta da cidade, os membros se organizavam de frente a casa de Dona Nilza, num caminhão todo enfeitada de palhas de dendê, coqueiro, alicuri, onde na carroceria colocava-se os instrumentos de percussão com os seus respectivos músicos e vocálicas e em volta do caminhão uma corda envolvendo os cordeiros e os membros do bloco Afoxé Xetuá e fazer arrastão até o centro de Simões Filho para acompanhar a micareta. O grupo possuía dois tipos de roupas para variar nas apresentações.
A Banda Mahatma foi a segunda a realizar as lavagens no bairro do Ponto de Parada, assim como em outros bairros da cidade de Simões Filho-BA, esta banda era dirigida pelo falecido Sr. Ednaldo (compositor, musico e presidente do grupo), no ano de 1987 também aproveitou do ensejo  para a realização de arrastão com  seus músicos, os quais mobilizam todo  bairro com danças e musicas afro, também por falta de recursos financeiros tiveram que desfazer-se das realizações.
Hoje a cultura das lavagens retornou a mais ou menos 5 anos atrás, sob a organização da banda tradição do Samba, onde se deslocam da rua do condomínio João Figueiras Simões sob a animação da banda de pagode Tradição de Samba num mini-trio, trazendo atrás do mesmo uma multidão de baianos, além de toa comunidade Simõesfilhense.
Ao chegar na praça Rivanda Almeida, as crianças, jovens e adultos desfrutam do banho de mangueira do carro pipa ao som de inúmeras  bandas. A lavagem acontece dentre os meses de janeiro e fevereiro de cada ano. A comissão organizadora (Dahora, Peri,Gilma,Adriana,Dona Bete, Potíria) aproveita para comemorar o aniversário da banda de samba.
No  entanto na cidade de Simões Filho também pode-se contar com outras lavagens as quais acontecem em outros bairros como: Gões Calmon, Pitanginha, Cia, Santa Luzia, Pitanga de Palmares, assim como a festa dos pescadores que é realizada no bairro de Mapele. Além de outras manifestações populares como a Parada Gay quem também acontece todos os anos.

Religiosidade

No Brasil, assim como na cidade de Simões Filho-BA os padres jesuítas introduziram novos costumes, principalmente entre os indígenas das comunidades que esses padres organizavam. Eles contribuíram com os hábitos de rezar e se confessar e sendo assim alguns índios foram obrigados aderir a novos hábitos sócias como usar roupas, casar, falar o português e quanto aos africanos que os mesmo traziam com eles, também sofriam da mesmo forma que os índios que nesta Cidade habitavam. Para os portugueses as línguas faladas pelos índios e povos eram obrigados a falar português, pois eles Tinha interesse em converte os índios e africanos para praticarem o catolicismo. Logo, Índios e africanos não se rederam facilmente aos portugueses, mesmo sendo escravizado não cederam a esses novos Hábitos e costumes. Muitos conseguiram preserva seus cultos secretos, sendo que os povos africanos falaram em dialetos da África como iorubá entre os outros e os índios costumavam falar em Tupi. Hoje já não podemos cultuar a prática efetiva das religiosidades indígenas por não mais predominar devido extinção da etnia, porém o Candomblé ainda tem sido presente na vida de algumas pessoas, assim como a Catolicismo, o Protestantismo, etc.
A religião é um fato importante para a compreensão da cultura de um povo. Na Bahia as condições históricas fizeram com que o Catolicismo fosse a religião dominante, ocupando papel de destaque na vida política, social, educacional e moral do nosso povo.
Através de festas religiosas, irmandade e igrejas, o Catolicismo ocupou o centro da vida social da nossa terra.
As religiões trazidas pelos africanos apesar das perseguições e do respeito como foram tratada, conseguiram sobreviver e demonstrar sua força nas manifestações de religiosidade dos baianos negros, branco ou mestiço, ricos e pobres. A parti do fim do sec. XIX, as condições históricas permitiram a instalação de outros grupos religiosos na Bahia, a exemplos dos protestantes e dos espíritas.
Atualmente a sociedade garante a todos os cidadãos a liberdade para escolher sua religião.
O escravizado negro cantou e dançou publicamente nos dias permitidos  pelos senhores, ou secretamente no meio de mato. Cantava e dançava para cultuar seus orixás e aliviar a angústia do cativeiro. Os negros gostavam tanto de dançar que até mesmo atrás das procissões, acompanhavam os cantos católicos com balanços de corpo. Dá para percebe a preferência do baiano pelo samba, pela roda de samba, pelo carnaval? Então aqui algumas das explicações para facilidade com que a batucada aprece em qualquer festividade popular da nossa terra. As musicas africanas eram sobre tudo rituais, ou seja músicas dedicadas ao culto dos orixás, da mesma forma que as danças. Cada orixá tem sua música e sua dança especial.
As festas populares sugiram a parti de cultos africanos nas festas  católicas baianas, principalmente nas de Senhor do Bonfim, Conceição da Praia e Santa Barbara. Nessas festas, mães de santo e fieis dos cultos de candomblé dançam e catam no estilo africano, lavando as escadarias e adros das igrejas, com a participação do povo.
No Brasil algumas tradições religiosas de matiz africanas tornaram-se mais destacadas do que outras. Como não podemos falar de todas elas vamos refletir um pouco sobre o candomblé.

“...Segundo Prandi, o Candomblé é uma religião que afirma o mundo, reorganiza seus valores e também reveste de estima muitas das coisas que outras religiões consideram más: por exemplo, por dinheiro, os prazeres,(inclusive  as da carne), o sucesso, a dominação e o poder. O iniciado não  tem que internalizar valores diferentes daqueles do mundo em que vive. Ele aprende os ritos  que tornam a vida neste mundo mas fácil e segura, plena de possibilidades, de bem-estar e prazer. O seguidor do candomblé propicia os deuses na constante procura do melhor equilíbrio possível (ainda que o temporário) entre aquilo que ele é  e tem e aquilo que ele gostaria de ser e ter nesta procura, é fundamental que o iniciado confie cegamente  em sua mãe-de-santo. Guiado por ela, o fiel aprende, anos após ano, a partir cada umas das formulas iniciativas necessárias à manipulação da força sagrada da natureza, o axé...’’(PRANDI nº28,p.64-83,dez,fev.1996).


Setores Econômicos

A Bahia, primeiro estado brasileiro a produzir petróleo, em 12 de janeiro de 1939, benefícios grandemente com esse fato, o que possibilitou maior circulação de recursos e de dinheiro. Com influência de Mão de obra qualificada, favorece o recebimento de bons salários, permitindo maior poder de compras o que influenciou no comercio de Salvador e de cidades do recôncavo a influencia de capital externo resultou na organização de instalação da Petrobrás no município de Madre de Deus no ano de 1953, depois no ano de 1970, foram instalados dois Centro Industriais importantes: o Centro Industrial de Aratu em Simões Filho e o Pólo Petroquímico em Camaçari. Toda via, problemas sociais se estalaram resultantes da questão das indenizações das propriedades rurais do choque entre economia industrial. Quando ao problema ecológico estão a depender da atenção das autoridades competentes que tem obrigação de preservar a natureza contra o prejuízo do avanço industrial.
A cidade de Simões Filho-BA contribuiu para o desenvolvimento sócio, econômico e cultural da Bahia e do Brasil não só na parte rural como na plantação de mandioca, milho, feijão, cana-de-açúcar; mineiro para produção de cimento e ferro; centro industrial de Aratu que foi projetado ao mesmo tempo em que foi o centro industrial de Aratu, esse recebe mercadorias que se destinam ao quarto industrial e escoa praticamente todo volume de substâncias solidas, líquidas e gasosas processada pelo Pólo Petroquímico de Camaçari. Por tudo isso o porto de Aratu vem desempenhando um importante papel no desenvolvimento econômico do nosso estado nessa fusão sócio econômica, política e cultural podemos dizer que segundo, SANTOS (1975):
“...O Brasil é um país afro-luso-americano, Americano, evidentemente, por sua situação geográfica e sua população indígena; lusitano, por ter sido colonizado pelos portugueses; e africano, não só porque a nação brasileira ser formada pelo trabalho dos negros escravos como também porque eles constituíram historicamente o elemento da população mais denso nas grandes e pequenas cidades, nas plantações e nos setores de extração mineral, elemento-base a partir do qual se multiplicou a população do Brasil, profundamente marcada por seus hábitos e costumes, sua religião e suas tradições. (segundo Santos,1975, p.26).
Em Simões Filho-BA o setor econômico que mais se destaca é o industrial pelo fato de ser localizado em uma grande área industrial (Cia Centro Industrial de Aratu). Porém não podemos deixar de afirmar que o setor primário também tem sido um dos mais importantes devido ser um lugar extenso cujo explorado a pesca, a caça, o extrativismo mineral como a pedra onde são produzidas o cimento e o ferro agricultura ode são cultivadas grande plantações de cana de açúcar, feijão, milho, mandioca, cacau, café, dendê, goiaba, abacate, laranja, maracujá, jaca, aipim, mamão, manga, caju, acerola, piaçava e outros. As pessoas produzem artesanatos, vassouras e outros com o cultivo da piaçava nos bairros de Góes Calmon e Pitanga de Palmares. Por tanto, Simões Filho-BA possui bom destaques nos três setores: primário, secundário e terciário.
A pecuária na cidade de Simões Filho-Ba, era uma das principais atividades, onde cultivava o gado bovino, logo em sua fase inicial hoje as pessoas cultivam gado bovino, suíno, caprino além da criação de aves e peixes. Logo apesar do pequeno cultivo da pecuária temos um lugar específicos para a  venda de animais, situado ao lado do centro de Simões Filho-BA, cujo é o chamado como a feira de animais.
Os lugares que se destacam com a pesca são Mapele e Cotegipe pós encontram-se nestas localidades os manguezais que são viveiros de caranguejo, siris, ostras, aratus,  e outros.
Porém, a pesca de peixes geralmente é realizadas nos rios: Rio Joanes, Riacho São Miguel, Riacho Cantagalo, Rio Ipitanga, Rio Cururipe, Rio do Macaco, Riacho Jácaranga, Rio Itamboata, Rio Muriqueira, Rio Ibiriçu.

Turismo de Simões Filho

Atualmente o turismo de Simões Filho-Ba é muito fraco por não oferecer grandes atrativos á população, devido os governantes não fazer investimentos nos espaços públicos existentes:
Igrejas, mananciais como a cachoeira do Lobão, rios e riachos, repartições públicas monumentos histórico como esculturas, bustos, praças, passarelas, escadarias, museus, clubes, bares, e restaurantes, dentre outros.
Muitas pessoas quando se pré dispõe vir a cidade de Simões Filho-BA não tem muito que apreciar a penas poderão ver poucas coisas  que lhe servirão de conhecimento sócio histórico, econômico, religioso e cultural para poder significar  um pouco a história do lugar situando se tempo e no espaço. Muitos admiram alguma obrar escultóricas, bustos, esculturas, que simbolizam a arte moderna da cidade poderão também apreciar as ruínas da Matriz de São Miguel de Cotegipe situada no Dambi as margens da Bahia de todos os Santos, erguida em 1608 pelo bispo do Brasil D. Constantino Barradas, como também a Capela de São Miguel construída a fim de substituir a matriz que foi arruinada em Cotegipe com o Centro Comunitário de Cotegipe construída pelo Padre Emilio Feliz Wagner na década de 70, obras arquitetônicas, tais que aparecem abaixo:


A vida na Cidade de Simões Filho

A vida na cidade de Simões Filho-Ba, apesar de ter se desenvolvido um pouco, ainda precisa de maiores melhorias.
Hoje oferece pouco lazer para os moradores, de se divertirem, apenas o que a cidade tem como lazer são algumas pizzarias, bares, restaurantes, assim como o Tanque do Coronel, Cachoeira do Lobão, a Fundação Terra Mirim, a Praça Noêmia Meireles Ramos que dispõe de Parques Infantis, e também as Quadras Poliesportivos, além de algumas manifestações culturais que acontecem algumas vezes nas praças publicas como as festas profanas e evangélicas e alguns pequenos clubes quando contratam algumas bandas para realização de apresentação diversas.
Na cidade de Simões Filho-BA temos alguns estabelecimentos comerciais  de pequenos porte como: papelaria, padarias, supermercados, lojas diversas, farmácias, cujas servem como meio de sobrevivência para muitas pessoas que residem no lugar e nelas trabalham.
Podemos dizer que ela não é uma cidade tranquila, pois apresenta atualmente grande índice de violência, o desrespeito do ser humano por seus semelhantes causado pelo caos que muito, vivem devido a miséria.
Existe também a má qualidade de vida por causa do elevado índice de desemprego, falta de escolarização que vem levando vários jovens ao consumo de drogas, marginalização e criminalidade.
Nos bancos, repartições pública e postos de saúde são comuns as longas filas de espera devido a escassez de profissionais qualificados para atender a demanda do mercado.
Grande parte da cidade é prejudicada pelo excesso de poluição sonora e do ar que levam inúmeras crianças, jovens e adultos a problemas sérios de saúde auditiva.

Serviço de Coleta de Lixo

O serviço  de coleta de lixo é continuo, porém ainda precisa ser melhorado, pois muitas pessoas jogam lixo de suas casas nas ruas devido não existir punição por parte dos órgãos competentes, aonde vem causando muitos problemas como a proliferação do mosquito da dengue, pernilongos, ratos e baratas.

Os Transportes

Na década de 1960 em Simões Filho-BA, os meios de transportes mais usados eram animais de carga (burro, égua, ou cavalo), e transporte coletivo como: Trem e ônibus.
E algumas pessoas por não dispor de melhores condições de ou então a pé para poder se descolorarem para localidades.
Em Simões Filho-Ba houve a expansão do sistema de transporte coletivo a partir de 1980, como o aumento da disponibilização de veículos por parte da empresa VSA que transporte as pessoas de Simões Filho-BA para a capital de Salvador, então com esta melhoria do transporte ferroviário passou a transportar cargas por volta de 1979.
A maior parte da população sofre nos meios de transportes coletivos, devido a incidência de estar sempre lotados, onde são frequentes empurrões, vir de pé e nem mesmo crianças e idosos são respeitados.



quinta-feira, 25 de abril de 2013

Bairros, Praças, Ruas e Avenidas











Erivalda de Oliveira & Alvai Ferreira
2008







Alvaí Ferreira dos Anjos, Professor de Língua Portuguesa, do Ensino Médio e Ensino Fundamental, da rede Pública Estadual, nascido na cidade do Salvador-Bahia, no dia 5 de junho de 1969, formado pela Universidade Católica do Salvador-Bahia, no curso de Licenciatura Plena em Letras Vernáculas e Latim, Pós-graduado em Lingüística.

Erivalda  Filipe de Oliveira, Artista Plástica, Professora de Educação Artística da Rede Pública Estadual e Municipal, onde atua como professora no município de Simões Filho-Bahia, nascida no dia 30 de janeiro, formada pela Universidade Católica do Salvador, em Educação Artística, Pós-graduada em Metodologia do Ensino de História e Cultura Afro-brasileiras do Ensino Fundamental e Médio pela Faculdade Argumento Pós-graduação.









Oliveira, Erivalda, 1970 –
Ferreira, Alvai, 1969 –

Re-significando as Origens Históricas e Manifestações Culturais do Bairro do Ponto de Parada – Simões Filho – Ba.
Betoinformática - Alberto – Digitação, 2008. Pg. 16, 20 Cm.

Coordenação Geral: Alvai Ferreira
Supervisão Geral: Erivalda de Oliveira e Alvai Ferreia
Impressão e Acabamento. Alberto S. Palma
Ilustração da Capa Erivalda de Oliveira
Coordenação de Editoração: Erivalda de Oliveira e Alvai Ferreia

1ª Edição – 300 Tiragem
Ano 2008.
Proibida a reprodução total e parcial. Os infratores serão processados na forma da Lei.
Rua General Labatut nº 36.
Bairro: Ponto de Parada – Simões Filho-BA
Cep: 43.700-000
E-mail: necarte@ig.com.br








Introdução

No intuito de conhecermos melhor a história do bairro do Ponto de Parada, Simões Filho - BA mostraremos neste livro um pouco de como foi formado o nosso povo e o nosso bairro. Abordaremos questões que re-signifiquem as origens históricas, assim como as manifestações culturais afro-descendentes, que aconteceram e acontecem no referido bairro. Fazemos também uma viagem no passado levantando os aspectos relevantes que muitos de nós hoje já não lembramos, mas que na época teve grande valor na vida de muitas pessoas que vivenciaram a tal história. Porem no presente vamos realçar a história, tornando viva para assim podermos contar para a geração futura.
Sabemos que o Ponto de Parada é o segundo bairro mais povoado de Simões Filho - BA e também é um bairro centralizado, onde facilita as vias de acesso para outros bairros. Tem uma alta altitude por está localizado em um morro, e também de grande longitude, por ser um bairro extenso. Por ser um bairro que possui vários fatores relevantes em sue aspectos sócio-econômico e cultural é que também mostraremos o seu processo de evolução na história do município de Simões Filho - BA.





  



Origem Histórica



Atualmente percebemos que as origens históricas e as manifestações culturais do povo do Ponto Parada precisa ser valorizada e reconhecida pela comunidade e outras adjacências.
Este bairro por ser um dos mais antigos da cidade de Simões Filho - BA, deveria ter registros sobre a sua formação afro-descendente, socioeconômico e cultural, mas infelizmente quase que não se têm registros a respeito do processo de sua evolução.E por isso a sua historia está ficando cada vez mais restrita à geração de hoje. Será este um fator causado pela descriminação racial, pelo fato deste bairro ter sido formado por grande parte de negros e índios?
Para tanto, este bairro do Ponto de Parada servia como via de acesso principalmente para motoristas que vinham de Salvador, Candeias, Camaçarí, São Sebastião, Alagoinhas, Dias D’ávila, dentre outras, pois lá havia um posto de gasolina, onde os motoristas teriam que subir uma ladeira, porque era o lugar mais próximo para abastecerem os carros. O bairro se destaca também por ser um local próximo de muitas indústrias como: a antiga SIBRA, que hoje é a RDM-Vale do Rio Doce, a antiga Cavan, que fornecia postes, a Cerâmica Senhor do Bomfim, também por ser de fácil acesso a BR 324, ao centro da cidade de Simões Filho, a Coroa da Lagoa, e ao CIA II.
Por volta de 1960, inicia o processo de migração da classe operária que saiam de outras cidades para procurara emprego nas indústrias mais próximas do bairro e localidades vizinhas. Muitos desses operários como tinham habilidades com a agricultura, invadiram as terras para morar e ao mesmo tempo, para tirar o seu próprio sustento, mas no ano de 1965 o exercito se manifesta para fazer a retirada daquelas pessoas daquela localidade de Ponto de Parada, toda via união do povo conseguiu convencer as forcas armadas as deixarem jazigo morando no local.
A razão da intervenção do exercito foi por ser uma fazenda agropecuária pertencente ao Governo do Estado da Bahia. Porém, só não foi possível o exercito fazer o despejo daquelas pessoas, porque muitas delas não tinham para onde ir. E isso se constitui a primeira reforma agrária do bairro.
O bairro do Ponto de Parada tem seu lado histórico, uma vez que já fez parte de uma fazenda no tempo colonial, cuja mão de obra era escrava. Havia também a presença dos índios Tupinambás, que segundo os moradores mais antigos, esses índios faziam sepultamento, de seu povo em um cemitério clandestino, onde hoje fica o antigo cemitério indígena, que antes de ser a atual escola, já serviu também de moradia. Como em algum bairro de Candeias, há a presença do período coloquial, como por exemplo: O museu que fica em Caboto, uma igreja do período colonial em Passagens dos Teixeiras, que até hoje existe. Não se deu o mesmo em Simões Filho, pois o bairro do Ponto de Parada já teve engenhos de cana-de-açúcar, casa de farinha e currais dos fazendeiros, no entanto nada disso é oficial, a única coisa que se tem dessa época, é a ruína da primeira Igreja de São Miguel de Cotegipe, cuja está sendo destruída pela ação do tempo, e nenhuma providencia está sendo tomada pelos órgãos competentes.
Durante todo o processo de formação, as pessoas foram interagindo uma com a outra e assim desenvolveram aos poucos o bairro. Primeiro não tinha ruas organizadas, água encanada e nem energia elétrica, tampouco serviço de saneamento básico. As ruas eram puro mato, não tinha asfalto e nem calçamento, só por volta de 1980 foram calçadas.
As pessoas pegavam água para beber na fonte do pasto que era situada na rua do Corre Nu, hoje Floriano Peixoto, ou então iam buscar água na bica próximo à BR 324, onde chamavam Pau-da-Cesta. As pessoas acordavam de madrugada para carregar água numa lata na cabeça para encher tonéis, bacias e barris, usavam esta água para cozinhar, lavar pratos e tomar banho e até mesmo ganhar o sustento da família carregando água p/ ganhar algum dinheiro. Muitas mulheres lavavam roupas e panelas de alumínio também p/ ganhar algum dinheiro para sustentarem as suas famílias. As roupas eram lavadas na fonte, ali as mulheres cantavam, lavavam as roupas com folhas de juá, botavam para guará até ficarem bem alvas e cheirosas, depois enchiam suas bacias de roupas lavadas e vinham para casa estendê-las em cercas de arames farpados. Tinha uma Senhora chamada D. Nô, que acordava todo mundo, batendo numa lata, dizendo que era para as pessoas encherem os seus túneis cedo para não tomarem sol nas suas cabeças.
As pessoas eram muito pobres, moravam em casas de taipas ou de tábuas, cozinhavam em fogão de lenha, o chão não tinha piso e nem tampouco era de cimento, havia umas pessoas que moravam em casas de palhas, não havia sanitários nas casas, o que tinha era o chamado cagador ou latrina.
Por volta de 1977 surge uma grande novidade a TV Povão e os pioneiros a terem em suas residências foram Dona Nilza e seu João em sua mercearia. Todas as tardes reuniram muitas pessoas dentre adultos jovens e crianças, as quais passavam horas apreciando os desenhos animados como Batman, A mulher Maravilha, O incrível Huck, Tarzan, A Mulher Gato, Scubidu, Tom e Jerry, dentre outros.
Era algo que atraia a atenção de todos, pois era a grande novidade da época, quem ali chegava não queria voltar, mas para casa. A TV aberta ao público era em Branco e Preto, cuja se tornava uma grande atratividade para a comunidade e funcionava com uma espécie de lazer prazeroso, pois ninguém no local conhecia o aparelho, então naquele momento era a única novidade do lugar, e por isso quem chegava no local, ali ficava e demorava de retornar. A TV funcionava através de uma bateria de carro, pois na época não tinha energia elétrica, depois passou a funcionar com geradores, mas só para algumas pessoas que tinham o poder econômico mais estável, porém na época o lazer das crianças eram apenas brincadeiras; de roda, amarelinha, triscou-pegou, picula, panelada, Pai Francisco, Melância, Garrafão, Tum-tum-tum, O circo pegou fogo, por nas suas casas não terem TV e nenhum outro tipo de entretenimento.
A iluminação das casas eram candeeiros ou lampiões. O candeeiro era de flandres em forma de cilindro feito com lata de óleo e na parte superior tinha um suporte para um pavio de algodão que era umedecido de querosene e os lampiões também eram de flandres, porém mantido por um pavio que poderia ajustar o grau de iluminação, cujo tinha uma proteção em toda a sua volta de vidro que situava em cima e por não terem a energia elétrica e também pelo fato das pessoas na época serem pobres em sua maioria, isso dificultava o acesso aos aparelhos eletrônicos, então tudo que surgia na época se tornava atração para o povo. A primeira pessoa a ter o telefone residencial Dona Raimunda e o telefone público foi instalado pela primeira vez no bairro nos anos 80 e tudo isso era novidade para o povo do bairro do Ponto de Parada.
As pessoas acreditavam em lobisomem, caipora, saci-pererê e outras lendas, sentiam medo de verdade.
Também por serem religiosas na época da semana Santa, tomavam a bênção aos seus pais, parentes e aos mais velhos ajoelhados, dizendo: - a bênção a fulano de tal, louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo e as pessoas respondiam: - para sempre seja louvado em nome de Jesus Cristo, amem.
E assim as pessoas mais velhas aproveitavam do momento para dizerem aos seus filhos que aqueles que eram rebeldes, respondão que se permanecessem fazendo isso com os seus pais que durante a época da quaresma iriam se transformarem em lobisomem e ou qualquer outra espécie de monstro.
As pessoas também tinham medo das caretas, pelo fato de serem idosos e ingênuos, então aqueles que eram maus instruídos se preparavam na época da micareta para se mascarar e assombrar crianças, jovens, adultos e idosos; as pessoas que se caracterizavam desta maneira achavam este tipo de brincadeira, uma espécie de aventura maravilhosa.
As danças que as pessoas mais curtiam na época era o forró, a quadrilha junina, samba de roda, samba de viola, samba canção, seresta, samba de quintal, gafieira, valsa, também capoeira e muitos curtiam dançar na roda do candomblé. 
Acreditavam em rezas, simpatias e superstições. Muitos iam rezar-se contra o mal olhado, vento caido, mal do vento, dor de cabeça, espinhela caída, dor de dente e outros com as rezadeiras: D. Cecília, D.Mira, D.Zinha D.Maria de Ló, D.Dulzinha, D.Maria Gorda e D. Nilza.
As mulheres apreciavam nas horas vagas as novelas pelo rádio que funcionava a base de pilha, as quais eram programadas para passarem no rádio no período da tarde.
A culinária era realizada através do fogão a lenha, cozidas em panelas de barro ou ferro. E as comidas mais tradicionais da época eram: cozido de bedra, cozido de verduras, pirão de farinha de mandioca com carne de sertão assada na brasa, purê de taioba, banana verde cozida e amassada, aipim e batata assada a lenha, fato, mocotó e carne mosqueada, galinha mosqueada etc.
As pessoas também costumavam tomar cachaça em conserva, como: meladinha, gengibre, milome, guiné, losna, danda, erva-doce, quina-quina, arruda, dentre outras, onde as pessoas antigas nomeiavam estas bebidas que eram feitas com a cachaça destilada com a infusão de folhas de fubuia, folha pobre ou bufo-bufo.
Também em volta das casas em vez de muros, usava - se a casca de arame farpado e plantas para sustentar melhor a cerca por mais tempo. Os quintais eram grandes e bem aproveitados, com árvores e plantações de hortaliças, milho, aipim, e feijão. Não tinha serviço de assistência médica, mercadinhos, farmácias, igrejas e outras.
Teve a primeira panificadora a lenha que era a do senhor Elias, situado defronte a atual igreja quadrangular, depois que surgiram a Quero pão, e outras.
Era um bairro que a convivência entre as pessoas era muito boa, mas sem a disponibilidade de muitos recursos, as pessoas tentavam unir o útil ao agradável. A maioria dos pais de famílias que veio para este bairro, eram outras cidades circunvizinhas: Catu, Alagoinhas, Pojuca, São Sebastião, etc.
Muitos vinham na esperança de trabalhar na ETERNIT, SIBRA, POLO PETROQUÍMICO, CHESF, E CAUAN. E a partir daí, muitos deles deixaram a vida de agricultor, lavador para ser operários.
Hoje muitos que moravam em casas de palhas, tábuas e taipas conseguiram construir boas casas e se enquadrar na classe média alta, tendo uma melhor qualidade de vida.
Por ser um bairro centralizado, que facilita a intermediação de acesso a outros bairros, desenvolveu-se muito em todos os aspectos sócio-econômico e cultural. Nele atualmente podemos encontrar uma rede de mini-comercio, escolas que vão do ensino infantil ao ensino médio, posto de saúde, junta de alistamento militar, delegacia, companhia de polícia, creche escola, associação de moradores, igrejas evangélicas e católicas, casas de candomblé, agências de revelação fotográficas, oficinas mecânicas e eletrônicas, lan-houses, cemitério, salão de beleza, farmácia, ruas pavimentadas, praças, quadras poli esportivas, serviço de saneamento básico, energia elétrica, água encanada, rede de esgoto sanitário, agência bancária, etc.
Quanto ao processo de evolução cultural o que tínhamos antes eram as festas religiosas e festas profanas como: as Lapinhas, Natal, Ano Novo, Reza de Reis, Caretas, Carnaval, São José, Primeiro de Abril, Semana Santa, Páscoa, Queima de Judas, e brincadeiras como: cobra-cega, pau-de-sebo, quebra-pote, as festas juninas, festas da viúva.
Em 1977, surgiram as lavagens do grupo de Afoxétuá com a banda Help Samba, após 32 anos retomam novamente sob a liderança da banda Tradição do Samba que vem realizando a lavagem cinco anos seguidos. E no ano de 2002 construíram a igreja de Nossa Senhora das Graças e inicia as procissões no bairro do Ponto de Parada. Também há a caminhada cultural folclórica, que vem re-significando a cultura do bairro com apresentação da capoeira canjiquinha camará do Professor Antonio Carlos Reis Junior, caretas, samba de roda, samba de viola, bumba- meu- boi, maculelê e banda trimão.
Podemos dizer que a influência dos povos africanos aqui no bairro do Ponto de Parada teve grande influência da cultura dos povos que nele habitavam. Hoje é possível percebermos essas influências na culinária, nas danças, nas festas populares, nas crendices, superstições, hábitos, costumes nas produções das artes visuais e manuais, assim como na forte presença do candomblé, capoeira, músicas, confecções de bebidas, modo de vida e de vestir-se, etc.
Aqui neste bairro antigamente a cultura agro-pecuária era forte, assim como a lavoura, onde os afros descendentes cultivavam cana- de- açúcar, milho, café, feijão, aipim, mandioca, além do cultivo de jaqueiras, cajueiros, goiabeiras, abacateiros, mangueiras, coqueiros, cafezais, jenipapeiros, fruta-pão, graviola, pitangas, galinhas, porcos e patos.
Muitos pais e mães de famílias vendiam frutas, doces, hortaliças, cereais e exerciam a função de lavadeiras, passadeiras, engraxates, caseiros, carpinteiros, padeiros, artesãos, cabeleireiros, costureiras, alfaiates, barbeiros, ferreiros, pedreiros, marceneiros, dentre outros.
Então podemos afirmar que até os dias atuais vivenciamos estes aspectos culturais, políticos, religiosos, os quais serviram de ponte para a evolução atual da cultura afro-descendentes e graças a alguns intelectuais negros e brancos que tinham uma visão crítica sobre o preconceito e a discriminação racial para que essa realidade viesse a mudar. Pois Guerreiro Ramos, Ironildes Rodrigues, Edilson Carneiro, Solano Trindade, Nilson Rodrigues, Rachel de Queiroz, Gilberto Freire, Orígenes Lessa, Roger Bastide, entre outros, conseguiram mostrar que a cultura do afro-descendente estava comprometida devido ao pensamento produzido pelos europeus. Segundo kabengele Munanga e Nilma Leno Gomes, eles afirmam que: ... Havia um pensamento intelectual produzido pelos afro-brasileiros na vida nacional. Um pensamento produzido por pessoas negras na cor enquanto compromisso político com a afirmação da identidade e da cultura negra... (MUNANGA E GOMES; 2006, P.94)
Outra forte marca que caracteriza o povo do bairro do Ponto de Parada como afro-descendentes são os cabelos. Pois as pessoas possuem cabelos crespos, encaracolados, e que possibilitam penteados exóticos como tranças e cortes com desenhos caracterizando figuras e desenhos variados. A observarmos Senhores, Jovens e crianças detectamos o quanto são criativos e inovadores nas produções artísticas e culturais, mesmo sem muitos recursos. Eles conseguem manifestar a cultura artística espontaneamente. Crianças conseguem montar uma banda com instrumentos percussivos com latas de tinta de leite e de óleo e ainda constroem brinquedos diversos com material reciclável. Também organizam festas populares com banda de pagode, de arrocha, assim como desfiles folclóricos, lavagens, samba de viola, samba de roda, rodas de capoeiras, maculêlê e outras, sem saber que estas são as verdadeiras marcas de nossas origens, as quais denotam a nossa verdadeira identidade cultural afro-descendentes.





Escadarias

Escadarias, situada à rua Duque de Caxias defronte a delegacia, serve de via de acesso do Ponto de Parada ao Centro, obra arquitetônica moderna, do século xx.







Escadarias, situada à rua Irênio Chaves, serve também de via de acesso do Ponto de Parada ao Centro. É uma obra arquitetônica moderna, do século xx.







Escadarias, situada à rua Vitória, que serve de acesso do Ponto de Parada ao Bairro do Pouso das Águias e a Polícia Rodoviária Federal, BR 324. É uma obra arquitetônica, do século xx.







Serviço Educacional


Colégio Estadual Dr. Berlindo Mamede de Oliveira.







Situado à Avenida Lomanto Junior, nº 71 é uma obra arquitetônica mais antiga do bairro do Ponto de Parada, é do século xx, foi construído em 19778, hoje possui 39 anos. Ele iniciou o seu funcionamento com o Ensino Infantil e Ensino Fundamental da1ª a 4ª série, depois passou a ter no turno noturno o Programa Mobral - Educação Básica, depois passou a desenvolver o ensino de 5ª a 8ª série, após passou a ter aceleração Estágio I e II, e agora já oferece os três estágios no noturno e no ano de 2006 implantou a 5ª série no turno matutino e no ano de 2007, deu continuidade a 6ª série do Ensino Fundamental. Portanto, antes da escola ser construída segundo as pessoas mais antigas, este lugar era um cemitério clandestino, o qual os índios realizavam o sepultamento de seus familiares. Após alguns anos era local de morada e esta pertencia a professora Roseni para depois ser o atual Colégio Estadual Dr. Berlindo Mamede de Oliveira, o qual atende a demanda de mais de 700 alunos. Hoje está sobe a direção da Professora Marlene dos Santos Lima.

Colégio Estadual Reitor Miguel Calmon, situado à rua Marechal Hermes da Fonseca, é uma obra arquitetônica do século xx, antigamente era um colégio que atendia apenas o 2º grau, hoje Ensino Médio. Ele oferecia apenas Cursos Técnicos em Mecânica e Eletrotécnica. Porém hoje atende o Ensino Fundamental e Médio, cujo funciona os três turnos, atendendo a mais ou menos a 1.500 alunos. É um Colégio que possui; Bibliotecas, Cantina, Laboratório de Informática, Salas de aula, Auditórios, Quadra poli – esportiva, Secretaria, Banheiros, Sala de Professores, Coordenação, Diretoria, Guarita, Corredores, etc. Possui um modelo arquitetônico confortável e bem moderno. Hoje está sob a direção da professora Nilzete.

Creche Escola Retrato de Pureza, instalada no ano de 2005, com 160 alunos matriculados na faixa etária de idade de dois a cinco anos, oferecendo o Ensino Infantil do Jardim I a Prontidão. Foi criada através da ABREC – Associação Beneficente Recreativa e Educacional a qual criou o projeto de implantação de uma Creche Escola no bairro, tendo como autora do Projeto Erivalda Filipe de Oliveira, Presidente da ABREC e como Diretora da Creche Escola Retrato de Pureza Ana Maria Santana de Oliveira. Hoje atende a demanda de 220 alunos nos dois turnos, com a manutenção da Prefeitura Municipal de Simões Filho - BA.

Escola Municipal Sete de Novembro, situada a Av. João XXIII, é uma obra arquitetônica de estilo moderno, do século xx, é uma escola de pequeno porte, atende a mais ou menos a demanda de 500 pessoas. Destina-se ao Ensino Fundamental de 1ª a 8ª série. Nos turnos Matutino e Vespertino atende a crianças da faixa etária de idade de sete a quatorze anos. Também possui no Ensino Fundamentais os Cursos de Aceleração Estágios I e II. Hoje está sob a direção da professora Ana Maria Costa Sena.

Escola Amor Perfeito, situada à rua Costa e Silva, nº 42, é também uma obra arquitetônica do estilo moderno, do século xx. Atende a modernidade de Ensino Infantil e Fundamental de 1ª a 4ª série, funciona nos turnos matutino e vespertino e está sob a direção da professora Ana Maria Costa Sena. Possui treze anos de funcionamento.


A Escola Luz da Infância, situada à rua Inocêncio Antonio da Rocha, é uma obra arquitetônica moderna do século xx. Atende as modernidades de Ensino Infantil e funciona nos turnos matutino e vespertino e está sobre a direção da professora...





A Escolinha da Tia Lú, situada à rua Maria José Chaves, também possui modelo arquitetônico moderno, porém pequena. É uma obra do século XXI, a qual atende apenas ao Ensino Infantil.

A Escola Mickey, situada à rua da Caixa D’água, também é uma obra arquitetônica de estilo moderno do século xx, a qual atende apenas ao Ensino Infantil e está sob a direção da professora Ilca.


As Instituições Religiosas e Sociais

A Igreja Assembléia de Deus, situada na rua do Cemitério, e a Igreja mais antiga do bairro do Ponto de Parada e também foi a primeira ser instalada, ela existe aproximadamente a mais de trinta anos, tem estilo arquitetônico moderno e mantém as mesmas características desde que foi construída. É denominada uma igreja do século xx.


O salão das Testemunhas de Jeová, situado à rua General Labatut, é uma obra arquitetônica do século xx, possuindo seu estilo moderno, com janelas e portas amplas favorecendo a claridade e a ventilação. Tem fachada com forma triangular a qual possibilita a inclinação do teto facilitando melhor o escoamento das águas das chuvas. Possui paredes altas oferecendo melhor arejamento do espaço físico. E uma obra arquitetônica de mais ou menos 10 anos.

A Igreja Assembleia de Deus, situada à rua Teive Argolo é uma das igrejas construídas mais recente. E uma obra arquitetônica do século XXI, de estilo moderno, possui paredes altas, janelas e portas altas as quais favorecem a ventilação e a claridade. Possui sua fachada de forma oval com detalhes compartilhados por colunas realizadas com blocos formando vários retângulos, dando um belo aspecto visual na estética da fachada da igreja, supervalorizando o reboco com a textura crespa.

A Igreja Católica Nossa Senhora das Graças, situada à rua Inocêncio Antonio da Rocha, instalada no ano de 2002 é uma obra arquitetônica de estilo moderno, possui dois pavimentos, com o seu alicerce e coluna de sustentação de concreto. Possui portas e janelas amplas, favorecendo a claridade e a ventilação. É uma obra arquitetônica do século XXI e também é a primeira e única igreja católica do bairro. Na parte do térreo, realiza oficinas e cursos profissionalizantes assim como o oferecimento de educação básica para jovens e adultos, reuniões e aulas de catequismo, cursos para padrinhos e noivos, palestras, encontros de casais e etc. 

A Igreja Quadrangular, situada à rua Pituba, é também uma obra arquitetônica do século xx, também de estilo moderno, porem muito pequena, onde quase não comporta os seus membros. Porem hoje com o numero de fiéis aumentando, a administração está construindo uma nova Igreja Quadrangular à rua Paulo VI modelo de estilo moderno sofisticado, espaçosa, janelões e portas amplas, também para fornecer claridade e ventilação. 


A Igreja Shekinah, situada à rua Floriano Peixoto, é também uma obra arquitetônica do século XXI, de estilo moderno e de estrutura pequena.

A Igreja do Avivamento de Deus, situada à rua Floriano Peixoto é também uma obra arquitetônica do século XXI de estilo moderno e estrutura pequena. Atualmente Igreja Missionária Árvore da Vida.





A Igreja Deus é Amor, situada à rua Inocêncio Antonio da Rocha, do século xx, estilo moderno, porém pequena.

A Igreja Peniel, situada à rua Caixa D’água, também de estilo moderno do século xx, de estrutura pequena.






A Igreja Deus é Fiel, situada à rua Presidente Médice, também de estilo moderno, do século XXI, de estrutura muito pequena.





Casa de Adoração, situada à rua Marechal Hermes Deodoro da Fonseca, é uma obra arquitetônica moderna do século xx, porém muito pequena, a qual possui pouca claridade e ventilação.




Casa Espírita Seareiros de Jesus, situada à rua Marechal Hermes Deodoro da Fonseca, é uma obra arquitetônica moderna, do século XXI, é a única do bairro, porém ampla e que desenvolve grandes projetos sociais no bairro.




Casa Frei Teodosio, situado à rua Engenheiro Paulo Moreira, uma obra arquitetônica do século XXI, de estilo moderno de estrutura pequena , destinado a atender pessoas idosas.






Serviço Funerário

O Cemitério São Miguel, situado à Av. João XXIII, é uma das obras  arquitetônicas mais antigas do bairro do Ponto de Parada, atende a demanda da  maior parte dos sepultamentos do Município de Simões Filho - BA, ficando isento deste serviço apenas o bairro de Góes Calmom, pois lá existe outro cemitério, o qual atende a demanda dos sepultamentos do referido bairro. É uma obra arquitetônica do século xx.
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Serviço de Saúde


Posto de Saúde Nice Lourdes Simões, situado à rua Marechal Hermes Deodoro da Fonseca, é uma obra arquitetônica de estilo moderno, que possui as seguintes especialidades: pediatria, clinico, ginecologia, serviço de vacinação, laboratorial (exames simples e ginecológicos) e também serviço odontológicos.



Existe há mais de 25 anos, é uma obra arquitetônica do século xx.


Praças e Quadras Poli esportivas

Praça Olimpio Fagundes e Quadra Ezequiel, situada à rua Costa e Silva, obra arquitetônica moderna do século XXI, a qual atende os moradores desta localidade e assim como a comunidade do bairro da Baixada da Jaqueira. Possui estrutura pequena devido o seu espaço físico ser muito pequeno, mantém a presença de um mine quiosque e um pequeno jardim com alguns bancos de cimento. Foi reconstruída no ano de 2005.

Praça e Quadra Poliesportiva Marechal Hermes Deodoro da Fonseca, situada entre o colégio Reitor Miguel Calmon, Delegacia e Posto de Saúde, possui obra arquitetônica moderna do século XXI, é ampla e possui quiosques, bancos de cimento e também piso. É uma praça q atende a toda a comunidade local, foi reconstruída no ano de 2005.


Quadra Poliesportiva, situada à Av. João XXIII, é também de estilo arquitetônico moderno, porém muito pequena, por falta de espaço físico. É do século XXI e foi construída no ano de 2005.




Praça Rivanda Almeida, Situada no Largo 2 de Julho, levou este nome em homenagem à ex-esposa do ex-vereador Almeida, é a praça principal deste bairro, é nela q acontecem as maiores festas, entre comércios, lavagens, gincanas e encontros com os amigos nos bares, os quais estão instalados à sua volta. Ela está situada próximo às igrejas, mercadinhos, farmácias, panificadoras, lan-houses e outros.

Praça do Condomínio João Filgueiras Simões, também é uma obra arquitetônica de estilo moderno construída no século xx. É bastante pequena e concentra aos sábados e domingo muitas pessoas amigos p/ curtirem Pagodes, Arrocha e outros.



Condomínio João Figueiras Simões, situado próximo ao cemitério, é uma obra arquitetônica moderna do século xx. Existente à mais de 30 anos. Possui fachada com janelas largas e de vidro facilitando a claridade e a ventilação.




Quadra Poli esportiva, situado da rua do Vale das Fontes, também é uma obra arquitetônica do século xx. Porém encontra-se totalmente destruída. Deixando a desejar o lazer de muitos jovens e crianças.




Fonte do Pasto, situado à Rua Floriano Peixoto, uma obra de abastecimento básico de água, implantada por volta de 1960, pelos moradores da comunidade local.





Segurança Pública

22ª Circunscrição Policial. Obra arquitetônica de estilo moderno do século xx. Existente a mais de trinta anos. Atende a toda a comunidade Simõesfilhense, em que quase todas as circunstâncias nos problemas de furos e roubos, problemas de violência á mulher, assédio sexual, atentado ao pudor, falsidade ideológica, abuso de autoridade, assalto a ônibus, violência no lar, maus tratos ao idoso e a criança, calunias, difamação, danos morais, estupro, dentre outros. Também tem cela para presidiário, porém apenas reter o presidiário em um pequeno período.

19ª Companhia da Polícia Militar, situada à rua Hermes da Fonseca é uma obra arquitetônica moderna, do século xx. Ela que fornece o serviço de segurança ao bairro do Ponto de Parada, assim como a todo o município de Simões Filho - BA. É através deste órgão que as pessoas que elaboram eventos, solicitam dele a segurança p/ festas, encontros, reuniões, eleições chegada de governadores, presidentes e outras pessoas famosas na entrada da cidade, assim como passeatas, carreatas, etc.

Junta de Alistamento Militar, situada à rua Hermes da Fonseca, também é uma obra arquitetônica de estilo moderno, do século xx. É neste órgão que os jovens do sexo masculino ao completarem seus dezoito anos de idade, se dirige à junta militar para tirar a sua carteira de Alistamento Militar. E este órgão atende à todo o município de Simões Filho - BA. Existe a mais de 25 anos no bairro do Ponto de Parada.





Re-significando as Origens Históricas e Manifestações Culturais do Bairro do Ponto de Parada.
                                      

É fundamental fazermos uma retrospectiva sobre a origem da historia socioeconômica do bairro de Ponto de Parada. Tudo teve inicio de forma muito primitiva e rudimentar, uma vez em que as pessoas que foram os primeiros habitantes, eram pessoas de pouco poder aquisitivo, muitas vieram de outras localidades para buscar a melhoria da qualidade de vida. E deram inicio ao processo de instalação do seu modo de vida a partir de invasões de terrenos, e assim começaram a buscar e desenvolver os meios de subsistência, pescando, explorando a agricultura, produzindo farinha, vendendo frutas, legumes, verdura, hortaliças e animais. O comercio quase nem existia, assim como igrejas, e principalmente recursos tecnológicos; televisão, geladeira nem se quer se pensava. Os alimentos eram conservado com sal, ou então mosqueados. As casas eram todas precárias, rudimentares, eram rebocadas com barro, pintavam com cal e às vezes usavam tintas nas cores rosa, verde, azul e amarelo-ocre. As crianças tinham uma convivência mais saudável na época, porém trabalhavam mais do que brincavam. Como na época estava no processo da revolução industrial, os pais começaram a se preocupar com a educação dos filhos, e na época quando veio surgir uma escola foi no ano de 1978, que construíram o Colégio Estadual Dr. Berlindo Mamede de Oliveira, e a partir daí todas as famílias tinham a maior preocupação de colocar os seus filhos na escola.

O Ponto de Parada existia poucos moradores e quando era época da micareta, por volta de 1960, as pessoas se fantasiavam todas com mascara, roupas velhas, fronhas de travesseiros, sapatos velhos, luvas, meias, etc, para assustar os seus próprios vizinhos; crianças jovens, adultos e idosos. Tinham pessoas que até desmaiavam, os cachorros corriam atrás das caretas para morderem. As brincadeiras das mascaras, isto é, das caretas, terminavam sempre em festa, ou seja, em micareta, uma espécie de festa carnavalesca, em data incerta. Portanto, nos dias atuais, foi preciso a elaboração de uma lei para proibir o uso das mascaras, pois as pessoas passaram a usá-las para praticar assaltos, assassinatos, seqüestros, e outros.

A Semana Santa era uma cerimônia religiosa muito respeitada e acontecia logo depois do ultimo dia do carnaval, iniciava a quaresma na quarta-feira de cinzas, cujas pessoas começavam o jejum e não comiam carne, segundo os princípios religiosos. Este processo levava quarenta dias antes da Páscoa, onde as pessoas se resguardavam para o dia da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Após este dia iam comemorar o Sábado de Aleluia, a Páscoa, onde se faziam a queima de Judas sobre a direção do Sr. Luiz Nunes e Sr. Arlindo, os quais liam o testamento com os nomes os moradores do bairro e a meia noite tocavam fogo no Judas, e isso reuniam inúmeras pessoas somente para se alegrar com o testamento o qual era muito engraçado logo após esta data, vinham às festas juninas onde todas as pessoas davam início com a Trizena do Santo Antonio, onde as moças solteiras rezavam durante treze sextas-feiras para poder conseguir um noivo, para se casar e cada dia a reza era realizada em uma casa e depois vinha o São João, as casas não faltavam animação, tinham muitas comidas típicas, forró, bebidas, e fogueiras de todo tipo acesas nas casas de cada morador. As crianças vestidas com vestidos de chita e os meninos com camisas de chita e calça com remendos, chapéu de palhas na cabeça, bigode, barba e cavanhaque, as danças que as pessoas paravam para apreciar eram as apresentações de quadrilhas tradicionais e quem organizava era Sr. Renato, hoje falecido, D. Nilza, Mourinha, Vera, e Erivalda. Após esta festa, vinham o São Pedro, as pessoas também acendiam fogueiras e faziam comes e bebes. Os licores durante o período das Festas Juninas era algo infalível, onde chegava, ele era oferecido para as pessoas.

A ingenuidade das pessoas durante aquela época era tão grande que as mesmas acreditavam em uma série de coisas, como: nas rezas feitas pelas benzedeiras, as quais rezavam no intuito curar uma série de doenças, nas lendas; saci-perêrê, caipora, mula-sem-cabeça e principalmente lobisomem, pois diziam que tinha um homem de nome de Posidônio que nas noites de lua cheia, atacavam nas casas de seu Didi, seu Tarugo, seu Eduardo, só apenas para comer as crianças, pois ele bateu na própria mãe e os antigos diziam que ele havia sido excomungado e por isso se transformava em lobisomem. Também acreditavam nas superstições; beber leite e chupar manga que desta forma a pessoa morreria se cruzar com um gato-preto numa sexta-feira treze que deste jeito atrairia azar, etc. Assim como a fé nas simpatias; perder alguma coisa e rezar p/ São Longinho que assim ele daria conta do objeto perdido; amarrar um dente de alho no dedo mindinho, assim se estivesse com dor de cabeça ou dor de dente que a dor passaria, etc.

Porém podemos dizer que as benzedeiras que mais se destacaram no bairro foram: D. Cecília, D. Maria do Alto, D. Neném, D. Zinha, D. Nilza, seu Alfredo, D. Mira e D. Maria de Ló. Elas rezavam contra vento caindo, derrame, mal olhada, dor de cabeça, dor de dente, espinhela caída, ventosidade (mau vento), etc.
As pessoas deste bairro também faziam à infusão de folhas na cabeça destilada, assim como raízes e sementes de ervas, como; era-doce, gengibre, arruda, milome, guiné, quina-quina, copaíba, amil estrelado, cobra, cebola branca, alho, losna, artemijo e outros. Algumas comercializavam, outras consumiam, outras usavam para curar algumas doenças como reumatismo, resfriado, dores na coluna, catapora, caxumba e outros. Porém, além de algumas ervas serem usadas na cachaça destilada, para curar algumas doenças, na medicina popular as pessoas abusavam de várias ervas, sementes, raízes para produzirem chás, naturais, xaropes caseiros, banhos de assentos, banhos naturais e inalação para curar também inúmeras doenças, como: caxumba, catapora, catapora, angina, dor-de-cabeça, dor no fígado, indigestão, insônia, gripes, resfriado, cálculos renais, cirrose, sarampo, rubéola, problemas cardíacos, neufragias, anemias, vermes, gastrite, pancadas, etc. As pessoas produzem inúmeros remédios e conseguem as curas para muitas doenças Sabemos que muitos dos nossos hábitos e costumes foram adquiridos pelos índios, negros e europeus. Muitos de nos temos hábitos de dormir em rede, de caçar, pescar, cultivar a terra, a plantar, criar animais, assim como temos o costume de contar historias, viver em grupos, vestir roupas passadas, comer nas horas certas, de respeitaras pessoas mais velhas, obedecer aos pais e responsáveis, dividir as tarefas de casa, e etc.

Ainda nos anos 70, as pessoas costumavam praticar a cultura da Lapinha, preparavam um presépio com areia branca, colocava búzios, folhas de São Gonçalo, figuras de animais, e imagens de Santos, acendiam velas, para esperar o natal o qual representava o nascimento de Jesus Cristo, e logo após o natal se preparavam para o dia da reza de reis que acontecia no dia 06 de Janeiro, logo após o ano novo, as senhoras cantavam, rezavam e depois apreciavam um apetitoso comes e bebes, típico da ceia do Natal. Estas cerimônias religiosas aconteciam nas casas de D. Antonia, Merita, Davina, Madalena, Hilda, Vanda, Zumira, Izabel, Nilza e Davina.

Além destes costumes, também tiveram pessoas que se tornaram mitos, pois as crianças jovens e adultos sentiam medo e depois ficavam amedrontando os outros do lugar dizendo que eles iriam pegá-los, eram eles; Charrete, Velho da Pinha, seu Alfredo, Bui, Dete e outros.
A cultura teve forte influência das brincadeiras, como: pular corda, picula, cirandas, fura-pé, demarré, pai Francisco, cinco marias, Tum-tum-tum, macaquinho, bate lata, garrafão, patenete, carro de cordão, de garrafa de Qiboa e de lata, jogo da vida, baleado, e outros, assim como as brincadeiras tivemos também as canções, como: as cantigas de ninar e as cirandas que todos passaram por este processo, pelo fato de não terem outra alternativa para se divertirem, pois nem se quer tinham outros meios, para distrair as nossas crianças, como Circo, TV, Parques, Shows, etc.

O candomblé tinha uma forte influência na vida dos moradores do bairro do Ponto de Parada, pois as pessoas não tinham opções de escolher uma religião como hoje existe, porém quem se identificava com o Candomblé freqüentava e respeitava e aqui no Ponto de Parada, destacamos D. Mira, D. Maria de Ló, D. Dulzinha, D. Neném, seu Alfredo, D. Josefa, conhecida como Zefinha. Era e são ainda algumas destas pessoas que ainda desenvolvem a prática do Candomblé aqui no Ponto de Parada, e a mãe de Santo mais antiga é Dona Mira.
A primeira igreja a ser construída no bairro do Ponto Parada foi a Igreja Assembléia de Deus da rua do cemitério, e daí deu-se inicio a evolução do protestantismo na vida de alguns moradores do referido bairro. Hoje os índices de igrejas evangélicas aumentaram muito. Onde podemos citar algumas surgiram depois: Shekinah, Avivamento de Deus, Assembléia de Deus, Deus é Amor, Deus é Fiel, Peniel, etc. Na maioria das vezes as igrejas evangélicas tem servido de ponte para melhorar a auto estima de algumas pessoas que se encontram no fundo do poço, porém por outro lado muitas vezes tem servido para que muitas pessoas neguem a sua própria identidade, pois muitas quando passam a ser protestante começam a criticar as outras religiões e condenam principalmente o Candomblé.

Quanto a igreja católica, ela só foi instalada no bairro a mais ou menos cinco anos atrás. E aqueles que se identificavam com o catolicismo terem que freqüentá-la no Centro Comunitário São Miguel localizado no Centro de Simões Filho - BA, e isso tiravam o estimulo de muitas pessoas seguir ao8 catolicismo. E hoje que já a instalação da igreja, a qual foi construída no ano de 2003, cuja já realizou, quatro procissões, as pessoas têm mostrado mais interesse em praticar a fé em uma das religiões existentes no bairro, mesmo existindo rivalidades entre os membros que as escolhem para freqüentá-las.

A padroeira da Igreja Católica do Ponto de Parada é Nossa Senhora das Graças.
O Ponto de Parada também tem as suas origens artísticas e exemplo disto temos inúmeros artesões, cantores, artistas plásticos, músicos, dançarinos, escritores e outros. Portanto a princípio podemos citar aqui um grande escultor que fez inúmeras pecas de origens africanas e que viajou para muitas cidades representando o bairro e o município, o seu nome é Joselito Everaldo.  Sabemos que uma obra de arte realizada por ele foi demolida a dois anos atrás pela prefeitura. Hoje não sabemos do seu paradeiro, mas que o seu trabalho teve uma grande representatividade para o nosso bairro.

Nas artes plásticas podemos destacar Erivalda de Oliveira, a qual também já pintou mais de trezentas telas de estilos variados, retratando o descaso social que existe p/ com o ser humano com a natureza, a cultura e em especial contra o negro. Também destacamos Edmilsom, o qual faz trabalhos belíssimos com xilogravura e artesanato, Marli, Dinorah, Roseni, Meirita, Didi, Netinho, Zenildes, Isabel, D.Nilza, Doni, Cotinha, Nete, dentre outros que produzem inúmeras peças artesanais com uma belíssima estética visual nos trabalhos produzidos manualmente. Na dança destacamos o belíssimo trabalho de Elen, Sibeline, Leninha, e outros que mesmo sem a formação acadêmica consegue realizar uma harmonia entre os movimentos da dança e a música. Portanto na musica podemos destacar os mais antigos que já faleceram, como: seu Leonardo, Mecânico, Neco, Didi e José Dias os quais deixaram profundas lembranças nas apresentações de serenatas, serestas, samba canção e samba de viola. E hoje temos discípulos dos que foram e que fizeram e fazem muito sucesso nas suas apresentações ao vivo como: Fio Preto, Alex, Boy, Waldeck, Ananias, Capinam, Zezinho, Robsom, Bobô, Isnar, Mácio, Everaldo, Lucivaldo, Antonio Sacramento, Rochinha, Severo, João, Milton, Erlon, José.

A primeira Banda que surgiu aqui no Ponto Parada foi a Banda Help Samba a qual formou um grupo afro chamado de Afoxé Xetuá. As pessoas que organizaram e coordenavam esta banda era: Valdeck, Zezinho, Ananeias, Pistola, Capina, Gildasio, Edílson, Milton, Vadinho e tinha como figurinista Marli, como madrinha D. Nilza. Os ensaios eram realizados nos finais de semana, num espaço cedido por D. Nilza. E quando no dia da Micareta o grupo se preparava para fazer a apresentação saia às 17h, da porta de D. Nilza, num caminhão enfeitado com palhas de dendê e coqueiro como os músicos em cima do mesmo tocando os instrumentos de percussão e cantando e ao mesmo tempo arrastando o bloco composto pelos moradores do bairro.

Eles seguiam em direção ao centro para acompanhar a Micareta. Possuíam dois tipos de roupas para variar nas apresentações. E para não perder a performance não deixa de realizar os ensaios num cercado de bambu, coberto de palhas nos finais das tardes, principalmente nos finais de semana.

Foi a partir de 1978, que deu-se a origens das lavagens do bairro do Ponto de Parada, com a banda Help Samba, que hoje já não existe, devido à carência de investimentos de recursos financeiros. Hoje a cultura das lavagens retornou a mais ou menos 5 anos atrás, sob a organização da Banda Tradição do Samba, é uma festa bonita, mas que não acontece com a mesma harmonia de antes, pelo fato do índice de violência esta cada vez mais aguçada, e muitas pessoas aproveitam do momento para praticar assaltos e assassinatos, como aconteceu no ano de 2006, muitas atrocidades e assassinatos.

Após a Banda Help Samba, surgiram inúmeras bandas no bairro, onde citamos algumas que se destacaram e se destaca; baseado no Reggae, Banda Atlântico, Frutos Nordestinos, Swingue da Cor, Banda Sementes, Banda Gêneses, Banda Opção e outras.
Também podemos citar os grupos de capoeira existente no nosso bairro, o precursor foi o grupo de capoeira Mangagá do professor Deo, que tem como mestre Tonho Matéria e a dois anos atrás surge no Ponto de Parada o Grupo de Capoeira Canjiquinha Camará, Sob a direção dos Professores Maurício e Antonio Carlos Reis Junior, o qual realiza a pratica da capoeira no Colégio Estadual Dr. Berlindo Mamede de Oliveira, cujo iniciou as suas aulas com 12 alunos na ABREC e hoje atingiu um público alvo de 80 alunos.
A Fonte do Pasto teve grande contribuição nos anos 60 na vida das pessoas que formaram o bairro. As mulheres se reunião na fonte par lavarem roupas, baterem papo, namorarem, além de cantarem enquanto lavavam as suas roupas com folhas de juá, planta que alvejava e perfumava as roupas. Muitas pessoas iam lavar as roupas e se embriagavam, brigavam, e muitas chagaram até a se afogar na hora de tirar a água com o balde, pois tinham que se ter muito cuidado ao jogar o balde e puxar a água para não emborcar de cabeça para baixo para dentro da fonte, pois era muito funda.

Depois de tomarem banho e lavarem suas roupas as mocinhas saiam dali com suas peles bronzeadas, pois iam com roupinhas ousadas, bem curtinhas e ficavam com as peles bem coradas. E logo iam curtir a TV Povão em frente da casa de D. Nilza e ou seu João, dentro da mercearia dele. Ambos ficam com as suas portas lotadas de pessoas para apreciarem a TV, pois ninguém mais além deles tinha uma TV, e na época era a febre do momento. 





Manifestações Folclóricas





                                  
 










Manifestações Culturais Afro-descendentes

Figuras (Manifestações Culturais)




Desfile Cultural 













 Desfile  Primavera





 Cam.  folclórica



 Festa Junina




                    
  
Figuras (Danças)


Maculelê 



Hip Hop  


 Valsa
                                                                          




Figuras (Religiosidade)




Procissão Catolicismo 





Candomblé 






  Protestantismo






Figuras (Capoeira)     



 Apresentação na praça  



Desfile 7 de Setembro




Na escola




Figuras (Construção do Projeto)




Produzindo o livro 


 Preparando-se p/ o desfile


Os figurinos



Valorizando as origens



Sala de aula


Visita à Fonte do Pasto




Figuras (Afro-descendentes)


 Penteado afro


As baianinhas


No desfile

No desfile



 Na Escola




Na comunidade


Figuras (Culminância do Projeto)

Abertura do Projeto 


Recepção  




Baile



 Expectativas



 Avaliação do livro


Os livros dos alunos


Relatos




  

Cremos que este livro servirá de fonte de inspiração e de conhecimentos básicos necessários para que todos os jovens adolescente adultos e crianças, venham saciar seus anseios para conhecerem melhor um pouco sobre a historia do Ponto de Parada -Simões Filho-BA



Os Editores